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16 de junho de 2026

Especialista prevê maior fiscalização ao marketing de emboscada na Copa

Rafael Lacaz afirma que, com IA e novas interpretações da Justiça sobre violação de imagem, marcas não patrocinadoras podem ser multadas ao tentar “pegar carona” no Mundial.

 

Com o uso de IA e decisões recentes do STJ, a fiscalização do marketing de emboscada na Copa do Mundo de 2026 deve ser ampliada. Marcas não patrocinadoras estarão sujeitas ao monitoramento digital para coibir associações indevidas ao torneio.

Caracterizada pela tentativa de vincular uma marca a um evento sem autorização dos organizadores, a prática não será fiscalizada apenas pelo uso indevido de marcas e símbolos oficiais durante a Copa de 2026.

Especialistas em Propriedade Intelectual do escritório Kasznar Leonardos | Propriedade Intelectual explicam que o STJ firmou um entendimento que amplia os riscos para as empresas que descumprirem as regras.

Segundo a análise dos profissionais, a infração e a concorrência desleal podem ser caracterizadas pela apropriação do “conjunto-imagem” (trade dress) da competição. Assim, campanhas que utilizem cores, elementos visuais, tipografia ou referências ao torneio de modo a transmitir ao público uma associação não autorizada com o evento podem dar origem a medidas judiciais.

“Hoje, o rastreamento do que é publicado nas redes sociais é automatizado. O uso de hashtags relacionadas ao evento, promoções com sorteios de passagens para as cidades-sede com temas associados a futebol ou postagens ‘estratégicas’ no momento dos jogos podem resultar na derrubada imediata do conteúdo e em ações de enriquecimento sem causa”, explica Rafael Lacaz, sócio-sênior do Kasznar Leonardos e head da área de Brand Protection e Antipirataria]

Confira o conteúdo completo no site do Migalhas.

 

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