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Real ou fake? A disseminação de deepfakes pelas redes sociais

Navegando pelas redes sociais, você provavelmente já se deparou com vídeos de celebridades anunciando produtos ou serviços – conhecidos como “publis” – que podem ter influenciado o seu consumo. Mas você já parou para pensar que pode estar diante de um deepfake? 

Deepfake é a síntese de vídeos e áudios já existentes, mediante uso de ferramentas de inteligência artificial, para sobrepor a imagem de uma pessoa e criar um conteúdo que não existe. Um exemplo recente foi o uso da imagem e voz do jornalista Pedro Bial como propaganda de produtos de emagrecimento sem autorização, onde a empresa se utilizou de um deepfake para alavancar suas vendas. Assim como Bial, que questionou a Meta (detentora do Facebook/Instagram) pela promoção do conteúdo, outros famosos como Tiago Leifert, Fátima Bernardes e o Dr. Dráuzio Varella também se queixaram do uso indevido de sua imagem e voz.  

Outro ponto de atenção é o uso indevido da tecnologia para revenge porn ou criação de vídeos de cunho sexual não autorizados. Nos últimos dias, um perfil divulgando deepfakes da cantora Taylor Swift viralizou na plataforma X, que teve que restringir a busca pelo nome da artista. Ainda assim, 45 milhões de visualizações foram computadas e até a Casa Branca se manifestou. Apesar de existirem usos lícitos, as preocupações se estendem às esferas publicitárias, marcárias, de personalidade, intimidade sexual e saúde pública, dentre outros. 

No Brasil, apesar das proteções legais (especialmente do Marco Civil da Internet acerca da responsabilidade online) e decisões judiciais, é importante a cooperação das plataformas, usuários e do poder público para garantir o melhor uso da ferramenta e preservação da confiança e autenticidade da informação. 

Caso queira saber mais sobre o assunto, não hesite em contatar fernanda.magalhaes@kasznarleonardos.com e larissa.martins@kasznarleonardos.com 

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